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Esperamos saciar a fome de saber receitas simples, dicas de culinária e trocando experiências de quem nos visitar!

sábado, 18 de agosto de 2012

Cozinhando pepino.

Hein? Coméquié? Cozinhar pepino? É cozinhar pepino. Para quem gosta de conserva de pepino e quer uma comida mais saudável, faz esta conserva. Aliás, pode ser de vagens, cenoura e cebolinhas(cabeça). Fica com seu tempero, não tem conservantes, vais fazer conforme tua saúde permite em relação ao sal e ao açúcar.
Mais fácil não pode ser e não poderia ser diferente pois não gosto de coisas complicadas. Aprendi com cunhada Gricelda há muito tempo. Talvez ela nem lembre.

Primeiro faça a higiene do que você vai cozinhar. Lave bem e se tiver a preocupação de deixar na água com um pouco de água sanitária, deixe. Não vai mudar o sabor.
Com relação aos pepino, passe ao contrário uma faca de mesa para tirar os "espinhos" (protuberâncias que lembram um espinho), tire também algum defeito na casca, faça cortes em cruz nas extremidades. Coloque na panela em que vais cozinhar e meça com água quanto de líquido vais precisar. Um copo, dois copos, etc.. Retire da panela escoando. Coloque na panela a metade do líquido medido de água e metade de vinagre branco. Coloque uma colherinha de açúcar cristal e uma colher rasa de sal grosso. Incremente com pimenta de seu gosto, chimichurri, adobo, ervas de que goste a seu bel prazer. Coloque para ferver sem os pepinos. Quando iniciar a fervura, colocar os mesmos. Espere trocar de cor verde vivo para verde amarronzado (cor do pepino em conserva). Desligue, deixe esfriar e já estará pronto para servir.

Com as cenouras o que muda é o descasque através de raspagem e eu costumo fazer palitos finos. Muda o tempo do cozimento. Enquanto nos pepinos e na cebola, dura de 3 a 5 minutos dependendo do tamanho dos pepinos (pode fazer com qualquer tamanho) na vagem e na cenoura, vai de 7 a 10 minutos. Só não cozinhe demais para não perder a textura. O resto segue igual.
Por enquanto tenho só foto do produto pronto. Quando tiver das etapas, colocarei.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sardinha de Biru - atualizado com fotos!


Biru – Wikipédia, a enciclopédia livre

pt.wikipedia.org/wiki/Biru
biru (Steindachnerina brevipinna) é um peixe existente apenas na América do Sul. 

Pois bem. No mês de Julho/2012, um de nossos açudes foi esvaziado para a limpeza da área de banho. Como sempre acontece, aproveita-se para fazer a despesca. Nos dias em que foi efetuada, aproveitei que a água estava bem baixa e com uma tarrafa, pesquei os birus que não vieram nas redes de malha grande. Note-se que pesquei somente os birus. Outros peixes que vieram, em sua maioria filhotes dos peixes que alcançam tamanho maiores, voltaram para a água. O interesse era pelos birus. O pessoal não acreditava que somente os peixinhos estavam na minha mira. Também não sabem as gostosuras que podem ser feitas com eles e com todos os peixes miúdos: lambaris, carás, joaninhas, sardinhas, etc.
Dentre elas (as gostosuras), a sardinha (conserva de peixe cozida em óleo e vinagre diferente da conserva em que se dá uma fritura leve e se conserva em óleo e vinagre) fica uma delícia e modéstia à parte, melhor que as verdadeiras enlatadas! Os espinhos desmancham e pode-se comer de boca cheia.

Primeiro passo é limpá-los bem lavando-se com água de limão. Escamar, tirar as nadadeiras, os rabos e cabeça. Abri-los pelo ventre até o ânus. Retirar as vísceras e lavar bem internamente.

Em uma panela de pressão, coloque os peixinhos até um pouco mais que a metade. Cubra com óleo e vinagre da álcool ou vinho branco. Meia colher de sopa rasa de sal grosso. Feche a panela e leve ao fogo. Após começar a ferver, conte 40 minutos e desligue deixando-a tampada.
Outros temperos são bem vindos como o chimichurri, adobo, pimenta a gosto.
Usa-se como a sardinha comercial: no pão, em sanduíches, em tortas frias, em molho com massa, em pizzas, etc.
Como fica. 

Com pão 12 grãos, tomate e creme de ricota!
Estão servidos?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Improvisando uma boia! Carne na farofa!

Há mais ou menos 23 anos, saímos - Elton, Evandro, Dodô e eu - para uma pescaria em terras do João Pedro, meu vizinho. Terras baixas de arroz vizinhando com a Lagoa do Casamento e por onde entrava, terra adentro um canal muito piscoso. Batemos com as fuças na porteira. Estava trancada e o JP não estava. O Evandro lembrou de um outro fazendeiro, mais adiante, que conhecia o seu falecido pai e o falecido pai do Elton. Carneadores os dois, conheciam todo mundo daquelas paragens pelos negócios que faziam com gado.  Demos uma tentiada e nos apresentamos o proprietário. Conseguimos a pescaria. Fomos até a orla da lagoa e ficamos acampado perto de uma base de bomba de irrigação desativada onde tinha uma reentrância que serviria de fogão e churrasqueira. Já era meio da tarde, quando o pessoal saiu para colocação das redes, espinhéis e linhas de espera. Fiquei para arrumar lenha, ajeitar o acampamento e fazer um arroz carreteiro para esperá-los por volta das nove horas da noite.
Ao perguntar o que precisava levar, no dia em que marcamos a pescaria, o Dodô ficou de levar as coisas para o carreteiro, menos a carne. A carne foi comprada por mim. Uma peça inteira de vazio da costela. Comprei também, um pacote de farinha de mandioca, duas cebolas e três tomates pois gosto de uma salada para acompanhar o carreteiro. O carreteiro gosto de fazer só com a carne/charque e o arroz. Cada um levaria a sua bebida - canha, cerveja, vinho, etc. Juntei lenha, montei um toldo improvisado, arrumei um plástico preto como base da cama e coloquei, sem arrumar as cobertas. Fiz o fogo, coloquei dois espetos-grelha, um ao lado do outro e coloquei a chaleira para aquecer a água. Peguei um lambarizeiro e pesquei alguns lambaris para isca e posicionei cinco linhas de fundo.  Pelas oito da noite, coloquei a panela no fogo e fui procurar os mantimentos para o carreteiro.  Primeiro o óleo. Revirei todo o carro, nada. Bem não me aperto, pensei. Peguei a carne e limpei-a tirando o excesso de gordura e ia colocando na panela para obter a gordura indispensável para o carreteiro. Aproveitei e já piquei a carne em uma quantidade generosa.
Procurei o arroz. Nada. Me sentei com uma purinha do lado matutando o que fazer.
Já estava iniciado o cozimento da carne. Coloquei os tomates e a cebola  picados juntos com ela para dar um gostinho. Iria fazer o guizado com um molho pra comer com pão. Ironicamente, levaram um vidrinho com pimenta e alho no vinagre, cheguei a rir quando achei. O troço ia ficar pobre mas, gostoso. Procurei o sal, não tinha. Bueno tinha sal grosso. Dissolvi num copo com água quente e fui adicionando aos poucos.
Ao fim de tudo, olhei para a panela e vi que não mataria a fome de todo mundo.
As vezes temos a solução nas mãos e não nos damos conta. Ao levar o copo de canha à boca, meus olhos passaram pelo pacote de farinha de mandioca. Eureka! Vou engrossar o pirão! Isso dito, isso feito. Fui colocando aos poucos e mexendo até que ficou molhadinho mas consistente. Provei o sal, corrigi com mais água salgada, arredei a panela para um lado e fiquei saboreando uma caipirinha. Quando escureceu liguei o Lampião para servir de orientação ao pessoal me aboletei numa cadeira e esperei.
O cheiro está bom! O grito no meio da noite e os loucos-de-fome apareceram! Ao olhar a panela tiveram uma decepção e veio uma enxurrada de questionamentos. Por que não fez o carreteiro? Que bosta é essa?
Estamos loucos de fome e não tem comida. Respondi: vocês fazem a cagada e eu que pago o pato? Cade o arroz, o sal, o óleo? Foi o que deu para fazer! O Elton, o mais glutão de todos, não vou passar fome e serviu de duas colheres somente. Eu sabia o que tinha feito e me servi normalmente. Os outros ficaram resmungando. O Elton deu a primeira garfada, arregalou os olhos pra mim e disse: Tá bom!!!! Correu a servir-se mais. Os outros se animaram e serviram-se também. Modéstia a parte, tinha ficado excelente e por pouco não foi pouca boia.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Torta de Carne.

Pois na quinta feira passada a filhota mais nova e recém casada, veio nos visitar. Resolvi preparar um prato que aprendi com meu amigo e colega de serviço Gediel, há mais de 15 anos! Rocambole de carne. Modifiquei um pouco a receita e o formato e transformei em torta de carne! Mania de véio que quer inventar coisas novas em cima de coisas véias.

Como preservo minha saúde e sei que este prato é muito calórico, pelo menos num item consegui baixar o nível de gordura: no guisado. Comprei carne de primeira com osso que estava na promoção, desossei, tirei gorduras e aponevroses, moí e consegui um boi ralado de primeira qualidade. Uma arroz branco soltinho e salada de alface temperada com pouco sal, azeite de oliva e vinagre balsâmico pra completar e deixar filhotona contente.

Vejam a foto dessa maravilha:


Vamos à receita.

Torta de Carne.

1kg de guisado
1 pacote de sopa de cebola (sopa pronta em pó)
300 gr de presunto
300 gr de queijo mussarela
forma

Modo de fazer:
Misture bem o guisado com o conteúdo do pacote de sopa de cebola, amassando bastante para dar liga.
Deixe descansar uns 10 minutos para que o tempero aja.
Se for fazer rocambole, utilize um pedaço de plástico de sacola e espiche metade da carne de maneira que caiba na forma. Coloque uma camada de queijo e outra de presunto. Vá enrolando com o auxílio do plástico. Repita com a outra metade. Unte com óleo uma forma ou prato refratário e coloque os dois rocamboles. Asse em forno inicialmente alto e depois no forno médio - 20 minutos cada. Estará pronto.

Se for fazer a torta, fica mais fácil ainda: unte a forma ou prato refratário e espiche a metade da carne no fundo do mesmo. Cubra com uma camada de queijo e outra de presunto. Por cima espiche a outra metade e repita a colocação dos frios. O mesmo tempo para assar.

Alternativas:
Ao invés de sopa de cebola tempere ao seu gosto e imaginação. Gosto por exemplo de temperá-lo como se fosse fazer almôndegas, com alho, tempero verde, tempero pronto e chimichurri.

Gosto de fazer uma "cama" com rodelas de tomate e cebola.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Peito de frango guizado ao molho do Carvalho

Perguntaram-me  por que coloco sempre uma historinha junto com as receitas. Primeiro como não sou Chef, nem Gourmet, não tenho a pretensão de criar receitas ou transmitir novas técnicas culinárias. Faço o "trivial variado" quando estou de bom humor. Muitas e muitas vezes não dá certo e nas próximas vezes tento acertar e isso é que o gostoso. Outras vezes acerto muito bem e a turma de meu convívio me pede para faze-lo de novo e aí sai uma porcaria. Para ser Chef  há que ter uma constância. Segundo, como o blog é um espaço para comunicação com alguns poucos amigos, trago uma velha tradição de uma família de contadores de causos. É isso que tento fazer para que as invenções fiquem mais saborosas e mais palatáveis.
Ontem foi um dia especial, estava com vontade de cozinhar e desobriguei a patroa do afã culinário. Na verdade foi uma troca, fiz a comida em troca da lavagem de louça. A patroa queria massa parafuso, arrozinho branco soltinho e galinha. Havia sobrado mais que meio peito dos filés anteriores. Cortei-o em cubos  coloquei tempero pronto (há alguns bem bons e equilibrados), um pouco de adobo, uma pitadinha de açúcar (retira a acidez), suco de meio limão bergamota (perguntaram-me que limão é esse e resolvi colocar uma foto deles), uma folhinha de sálvia bem picadinha e 3 dentes de alho. Deixei de molho (marinar) por cerca de meia hora. Refoguei em óleo bem quente. Acrescentei uma cebola média picada e dois tomates. Tudo bem refogado, coloquei 250 g de massa de tomate e acrescentei mais água para dar volume. Para harmonizar o sabor, 2 folhinhas de manjericão e salsinha a gosto. Fácil não? Olha o resultado:
Esse é o almoço que preparei para minha prenda.

Para que te prenda Prenda!

Limão Bergamota, Limão Cravo ou Limão Limpa-Tacho...

Cada região do Brasil tem um nome para ele.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Filés de frango.

Hoje a minha nega véia/nova pediu-me mui amavelmente: - Vá para a cozinha e prepare os filés de frango já que não fazes nada mesmo. Ah não teve dúvida, respondi no mesmo tom: - Já vou meu amorzinho, agora mesmo minha flor, a mais linda da querência. E quem disse que atitude não é tudo na vida? Assim que perdi um pouco da inspiração e estava ficando uma porcaria o almoço da minha amada.
Batendo os cascos, botei muito óleo na frigideira e logo pensei "lá vem cascudo de novo". Botei muito tempero pronto sem pimenta e com meus botões "salguei, mais um ou dois petelecos". Deixei dourar bem de um lado e de outro e para aproveitar o óleo do refogado e para tirar um pouco do sal, cortei meia cebola grande e coloquei por baixo dos filés com um pouco d'água e e caldo de meio limão bergamota. Acabou o cozimento. Desliguei. verifiquei o arroz soltinho que minha patroa fez. Provei o feijão e tava o almoço pronto.
Apresentei isso para a minha patroa:

Ainda não havia comido em todos os meus 65 quase 66 anos filé de frango acebolado. Fica o registro. Ficou muito bom. Só faltou uma novidade que o pessoal anda colocando mas que eu passo: uma a duas colheres de maionese pronta.
Filé de Peito de Frango Acebolado
Receitinha facinha facinha (até eu faço, obrigado mas faço): tempo de preparo: +- 25 min.

Filés suficientes para o número de pessoas da refeição.
Um fio de óleo suficiente para que não grude na frigideira.
Antes de colocar os filés, tempere-os com o tempero de sua preferência.
Quando virar de lado, coloque o caldo de meio limão.
Estando pronto e dourado dos dois lados, coloque a cebola e um pouco d'água para formar o molho.
Com as cebolas cozidas, desligue o fogão e acrescente, se quiser e puder, a maionese.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ossinho "aflitivo" de porco! - Relembrança do Marcão!

Ossinho  "aflitivo"
Pois lendo o blog do Marcão, meu sobrinho, ele lembrou de uma comida que em tempos de crise a classe menos favorecida lança mão. Sabem aqueles ossinhos que sobram do desossamento dos porcos para feitura de linguiças e outros embutidos? Pois é, são comercializados a baixíssimo preço o que abre perspectivas a todos os bolsos. Pois meu pai, Bento Carvalho, chamava-os de aflitos devido a aflição dos comensais em alcançar os pedacinhos de carne grudados nos ossos - conforme a lembrança do cérebro mais jovem do sobrinho-! Bem fritinhos reservam um sabor incomparável a quem se aventura a roer-lhes! Tempero? A gosto! Sal, pimenta, adobo, chimichurri, ervas, o que quiser! Frite até dourar e soltar o osso. Sirva com mandioca (aipim, macaxeira, mandioca-mansa, mandioca-doce), polenta ou como comi hoje (para matar saudade) com o arroz soltinho e um feijão de patrão. Salada de alface com azeite de oliva e vinagre balsâmico de Módena para deixar perfeito o equilíbrio entre as calorias e a alimentação mais natural.